sábado, 18 de dezembro de 2010

Cena de família ( Almeida Junior, 1850-1899)

Bom, já deu para perceber que gosto muito das obras do realismo, movimento que surgiu no fim do séc. XIX na frança. Esta obra é de um pintor brasileiro, Almeida Junior, que é famoso pelo regionalismo em suas obras.

Se Almeida Junior pintasse "Cena de família" hoje, no séc. XXI, tenho certeza que a "cena" seria bem diferente dessa. Creio que o pai estaria na sala assistindo ao futebol ou a Tela-quente, a mãe em outro cômodo assistindo a "bendita" novela e os filhos, ou melhor, o filho, estaria trancafiado em seu quarto em frente ao computador. Veja só como é bonita a união da família moderna, não?

O que descrevo aqui sempre foi a realidade de minha casa, e tenho certeza que é a de 90% dos lares de hoje.
Desde que me tornei católico tradicionalista, isso mesmo, tradicionalista, e depois que vi que não tinha vocação religiosa, tenho a vontade de um dia, se assim Deus permitir, casar-me e constituir uma família. Fico sempre pensando como será minha relação com os filhos e esposa.

Quero com a graça de Deus, construir um lar, primeiramente fundados nos princípios católicos, e depois, onde o diálogo seja sempre presente; Imagino o quão triste deve ser para um pai não saber o que se passa com seus entes mais queridos, saber que não se sentem a vontade em contar-lhe problemas, anseios e dúvidas.  

Esta é a realidade da maioria das famílias, construídas sem Deus, onde reina o materialismo, onde a referência já não é mais o pai, mas sim a televisão e a internet, pois, já que não há conversa, é melhor assistir TV, navegar pela internet, do que ficar naquele “silêncio constrangedor”...  

Que a Sagrada Família nos livre dos moldes da família moderna!


Salve Maria!

Santa Cecília, ora pro nobis.

Bruno Inácio.

Feminilidade, a pérola que um dia encontrei.


 Quando enfim a fé verdadeira abriu meus olhos para a minha natureza feminina eu já me encontrava lá com meus 19 anos. Tinha passado uma adolescência difícil e conturbada e estava descontente comigo mesma. Quando a pérola da feminilidade atravessou meu caminho eu simplesmente a agarrei, e me apaixonei por mim mesma. Me apaixonei por minha natureza e passei todos os meus próximos dias a realçar sempre mais a minha feminilidade, sempre com muito recato e pudor.

 Os homens sabem olhar para uma moça bem vestida e tratá-la como uma ladie, e as mulheres de hoje em dia gostariam de ser tratadas assim, mas o mesmo tempo se contradizem em seu modo de vestir ou de se comportar. Querem ser tratadas como uma dama, mas não se comportam como tal.



 Só mesmo por amor a Deus é que se pode amar a si mesmo verdadeiramente. As mulheres de hoje em dia se esqueceram de Deus e por isso não conhecem de verdade quem elas são, e assim não podem amar a mulher que são diante de Deus. Não conseguem amar a sua feminilidade.

Salve Maria!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Vintage

Alguns modelitos muito fofos:

Esse quis ser um vestido de noiva. Se fosse longo seria mais bonito






Este é lindo, mas acho que se fosse um pouquinho mais baixo seria melhor.


Nem todos são bonitos, aliás o primeiro é bem feio.










 Tenham todos um ótimo fim de semana!

 In cor Jesu et Mariae.

 Lucie.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

As rosas do meu jardim


 Passei muito tempo da minha vida me machucando com os espinhos das rosas que as pessoas me ofereciam. Não sabia como aproveitar a beleza e o perfume das rosas do meu jardim sem me machucar com os seus espinhos. As menores coisas me faziam sofrer e por mais insignificantes que parecessem aos olhos alheios para mim eram, algumas vezes, ofensas terríveis. Um olhar um pouco desconfiado, uma palavra meio atravessada, um simples silêncio podia me causar tristeza; e assim eu acabava por afastar algumas pessoas e desprezar as lindas rosas que eu tinha. Era uma tristeza angustiante e profunda, me sentia como se ninguém gostasse de mim.

 É a escuridão em que muitos vivem por não conhecer ou não aceitar a Deus e as Suas Verdades. Minha vida não tinha nenhum sentido e, embora aparentasse força e vigor, morria por dentro e chafurdava na lama que eu mesma procurava todos os dias.

 Junto com estas tristezas todas vinham vários complexos. Complexo por não ter o nível social que eu queria; complexo com meu corpo, com meus cabelos, com minhas roupas, com meu nome. Enfim, complexos para dar e vender, rs.

 Depois que veio a tão importante conversão ao catolicismo e depois com o conhecimento da sã doutrina, todas essas afetações sumiram. Descobri enfim, minha finalidade aqui na terra e a minha importância diante de Deus. Descobri Nosso Senhor, que por mim morreu na Cruz. Descobri que se me tratarem bem não é por causa dos meu méritos e sim pela graça divina e para a glória de Deus, e se me tratarem mal é pouco, pois mereço todos os sofrimentos por causa dos meus pecados. Não posso esperar que o mundo me trate bem, pois não sou do mundo, se fosse do mundo o mundo não me atormentaria, mas como não o sou o mundo zomba de mim e da minha catolicidade. Foi desse modo que encontrei felicidade e paz para o meu pobre coração; lembrando a todo instante que nada sou, senão aquilo que sou diante de Deus, e que se é a Ele que devo agradar, então por que sofrer com o comportamente alheio?! Somente o que nos separa de Nosso Senhor é que deve ser motivo de tristeza e incômodo para nós.

 Depois de descobrir tão grande pérola, e única que realmente importa, ou seja a FÉ verdadeira, foi que minha vida se assentou e eu pude enfim olhar para o jandim de rosas que me cercava. Olhar para as rosas que eu tinha e que nem me dava conta, e que pouca ou nenhuma importância lhes dava. Pude enfim, colhê-las sem me espinhar porque, ainda que às vezes pudessem me machucar eu não mais sentia ou se sentisse eu não mais sofria.

 Tenham todos um santo dia!

 In Corde Jesu et Mariae.

 Lucie.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Uma casa feita de esperança



Esta casa foi feita por alguém que gosta muito de arquitetura, embora não seja arquiteto. Foi construída em 2008 para abrigar uma grande família: a família Thibes Prado, que agora espera o seu quarto filho. Tem um estilo antigo e um ar meio colonial. É mesmo muito linda! Que Nosso Senhor abençoe esta família.

Mais algumas fotinhas:





O bercinho que espera uma princesa.

A campainha é um sino. Amo sinos!

Salve Maria!


Festa da Imaculada Conceição


Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: "Ave Maria, cheia de graça"; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados e, já que vós chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.

Pequena reflexão no realismo do séc XIX.

                          Gustave Leonard de Jonghe (1829 – 1893) – Repouso da tarde.

Vejo ai, nesta bela imagem pintada no século XIX, um momento muito precioso e raro para nossos dias. Dias estes tão turbulentos onde já não temos mais tempo para coisas simples como um pequeno repouso na varanda de casa.

Outra coisa que me chama a atenção nessa pintura é o que está na mão desta senhora, um livro! Quantos de nós tem paciência  e principalmente tempo para se sentar e apreciar uma boa leitura, principalmente espiritual como escritos e vida dos santos?

O estilo de vida moderna nos coloca tantos empecilhos para este momento, horas extensas de trabalho, horas e horas dentro de uma condução abarrofada de pessoas estressadas ou de um carro na volta do trabalho para casa( ao menos para quem mora nas grandes capitais). Não obstante, quando não são esses fatores a nos tomar todo o tempo, aparece um outro que nós mesmos escolhemos, que é a "bendita"-para não dizer outra coisa- da Televisão! ( Meio de comunicação este que, salvo raras exceções, dispença comentários sobre seu contúdo). Quanto tempo não perdemos em nossas vidas por causa dela? Quantos repousos, boas leituras e conversas agradáveis não deixamos de ter devido ao tempo que ela nos tomou? Quanta informação e cultura não deixamos de absorver dos livros por conta dessa?

Penso que todos nós deveríamos nos esforçar por buscar esses momentos, que fazem bem tanto ao nosso corpo quanto a nossa alma, enriquece nossa cultura ou simplesmente alivia a pressão sobre nossas cabeças. E o melhor de tudo, nos dá tempo para refletir e meditar sobre as coisas lá do céu, imprescindível para o nosso progresso espiritual e nossa salvação.

Salve Maria.

Santa Cecília, ora pro nobis.

Bruno Inácio.