terça-feira, 18 de outubro de 2011

Coisa de Brechó.

 Vejam algumas dicas que encontrei em um brechó online.



























 Nem todos são modestos, nem todos são bonitos. Mas nos brechós podemos nos vestir bem e com pouco dinheiro.
 Além do quê, tem esse ar vintage nas peças que é irresistível.

 O link é esse: joliebrecho.blogspot.com (Neste brechó nem todas as peças são modestas).

 In Cor Jesu et Mariae.

 Lucie.

domingo, 16 de outubro de 2011

No Silêncio da Minha Solteirice.


 Não pretendo de maneira alguma formar juízo sobre a solteirice em geral, mas tão somente comentar sobre o silêncio que ronda a minha.
 Sou solteira desde sempre. É este o meu estado atual perante Deus, perante os homens e talvez assim seja ainda por algum pouco de tempo. Não devo reclamar do estado em que me encontro, pois seria injustiça para com Deus que me concede neste momento muitas graças. E bem verdade é que todas as mulheres devem experimentar este estado de vida antes de selarem perante Deus a união sacramental, ou então de se darem a Ele como esposas na vida religiosa. Se eu sou ainda solteira é porque Deus assim o quer, e devo me conformar com paciência.
 Seria hipocrisia dizer que não me anseia grandemente a espera por ser mãe e esposa. Sim, espero ansiosa pelo dia em que receberei o grande sacramento e darei a Nosso Senhor todos os filhos que Ele me der.
 Mais do que apenas um tempo de espera a solteirice deve ser um tempo de preparo. Assim como um bom profissional se prepara com anos de estudos para exercer bem sua profissão, assim também nós devemos nos preparar cuidadosamente para cumprir com excelência a nossa finalidade sobre a terra.
 Um bom cristão sabe para que lhe foi dado esse tempo aqui na terra: Amar a Deus e ganhar a salvação eterna, e faz muito mal quem mesmo sabendo disso desvirtua a finalidade desta tão curta vida. Como bem fala o autor da Imitação de Cristo “compara o fim para que te foi dado esta vida com o uso que dela fazes, acaso sabe se te será concedido um minuto a mais?”. Fazer bom uso da vida é obrigação dos que buscam com sinceridade a vida eterna, e não se pode dizer outra coisa do tempo que nos foi dado como solteiras.
 Talvez as leitoras solteiras concordem, e as casadas se lembrem, ou quem sabe estas coisas que estou a relatar apenas digam respeito a mim. Mas penso que não, penso que todas alguma vez experimentaram silencio tão doce e próprio de nosso estado.
 Sinto-me deixada de lado, como se ninguém fizesse questão dos meus serviços. Nenhuma voz me chama, nenhuma criança quer de mim a atenção que um filho requer. Não há barulhos pela casa, nem chorinhos durante a noite. Nenhuma preocupação relevante, nenhuma educação deixada aos meus cuidados. Nada que me tire o sono.
 Um silêncio tal que sempre me tenta a preencher com barulhos do dia a dia, com afazeres nem sempre necessários, com leituras nem sempre importantes, com conversas nem sempre relevantes, deixando assim escapar o tempo que Deus me dá para bem preparar-me como mãe.

 Devemos fugir dos barulhos que atrapalham o nosso doce silêncio. Das festas barulhentas e perigosas, das conversas impróprias, dos conselhos vãos, das músicas ruins. O silêncio que protege a solteirice pode ser comparado ao silêncio dos monges, um silêncio voltado para Deus e para as coisas de Deus. Um olhar para as coisas criadas, para as distrações lícitas com afetuoso gosto em tê-las e em sabê-las.
 Não nos é possível fugir das obrigações do dia a dia, mas é bom que realizemos todos os nossos afazeres com os olhos em Deus, sempre recitando alguma jaculatória,ou dizendo um simples “Eu Vos amo muito meu Senhor e Vos quero servir sempre”.
 Peço a Deus que me dê discernimento para bem aproveitar este tempo, não apenas aprendendo tudo o que é conveniente uma mãe saber, mas também crescer dia após dia nas virtudes e no conhecimento da sã doutrina, de modo que eu seja para meus filhos um bom exemplo.
 Que eu saiba ensinar aos meus pequenos todas as Verdades eternas e a sã Doutrina deixada por Nosso Senhor, e com exemplos eu saiba mostrar a paciência, a docilidade, a modéstia, a humildade, o espírito de pobreza, o respeito pelo próximo, e todos os valores cristãos, e mais do que isso, quero ensinar aos meus filhinhos o amor a Nosso Senhor Jesus Cristo e à Igreja, o amor a Nossa Santa Mãezinha e aos Santos.
 Que Deus me ajude a me preparar da melhor forma possível, porque de mim mesma eu nada posso, sozinha eu nada consigo. Que Nosso Senhor me ajude a ser uma boa mãe para os meus pequenos e que a Virgem Santíssima seja a minha companhia nesta jornada.
 Enquanto ainda temos o silêncio da solteirice, façamos, pois, bom uso dele. Leiamos bons livros, aprendamos as prendas necessárias a uma dona de casa, acumulemos virtudes, rezemos muito para que Deus nos conceda muitos filhos e nos dê forças para bem cuidar deles.
 A solteirice passa, mas convém mantermos o seu silêncio. O silêncio que sempre nos faz lembrar os nossos novíssimos. O silêncio da oração e dos exercícios de piedade. O silêncio da humildade e da modéstia. O silêncio que evita brigas. O silêncio que edifica.
 Que Nossa Senhora, que sempre foi exemplo de silêncio, nos ensine o Seu edificante silêncio. Saibamos imitá-la quando for necessário falar e quando for necessário calar.
 Que o silêncio que nos ronda seja mais que apenas falta de barulho, seja como que uma espessa neblina que nos vela do mundo e nos protege das vaidades. Que o nosso silêncio seja visto e apreciado como coisa boa, como coisa virtuosa. Sejamos nós exemplo de sobriedade silenciosa.
 No silêncio da minha solteirice é que descansam o grande desejo de ser mãe e as retas intenções cristãs.
 In Cor Jesu et Mariae,
 Lucie.





terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sapatinhos de Madame.

 Devemos andar bem vestidas e bem adornadas, sem esquecer da modéstia.
 Devemos andar femininas para ressaltar nossa natureza.
 Mas ando achando tão bonitinhos os sapatos de cores diferentes, como azul marinho e verde.

 Tem que tomar cuidado com a combinação para que a cor do sapato não deixe o look todo ridículo.





 In Cor Jesu et Mariae.

 Lucie.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cachos meus...


 Cachos meus, onde foi que vos arrumei?
 Na cabeça de minha avó talvez...Uma avó que aqui não mais está, mas que deixou seus cachos na minha cabeça.


  Um penteado bonito e discreto é o que eu queria...Pois meus cachos nem sempre me querem bem.

 Um jeito de arrumar bem meus cachos...cachos algumas vezes malvados, rs.


 Cachos meus...não sejam assim malcomportados


...dar-vos-ei a sentença final: ou se comportam ou trançar-vos-ei!

 Ou então, pior seria, amarrar-vos-ia...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Minha Mãezinha...


 Doce Senhora minha, quanta alegria existe no coração de um filho Vosso. Pois se há no mundo muitos filhos abandonados por suas mães, nenhum há abandonado por Vós. Sois Senhora Nossa, a Virgem Prudentíssima que cuida de todos os filhos que tens.

 Mãe Amável, quanta doçura existe nos Vossos olhos admiráveis. Que amabilidade na Vossa face Santa. Minha Rainha, Minha Mãezinha, Minha Doce Senhora, que alegria em possuir-Te.

 Senhora do Bom Conselho, examinai os meus pensamentos para que não se desviem da Lei e da vontade de Vosso Filho. Mãe minha, aconselhai-me para que eu não me perca pelos caminhos tortuosos. Para que meus pés sempre saibam para onde estão indo e para que não tropecem pelas estradas.

 Pode existir maior alegria que a de possuir Mãe tão Amável e Boa?!! Ninguém pode se julgar verdadeiramente feliz se não conhece esta Mãe que foi dada a Nós pelo próprio Cristo.

 Um homem bom e honesto é sempre exigente na escolha da esposa, pois será ela a mãe de seus filhos. Se quer este homem que seus filhos sejam bem educados e tenham em casa bom exemplo tem que procurar a melhor esposa. Nosso Senhor Jesus Cristo escolheu a Cheia de Graça por Sua Mãe, e depois no-La deu por Mãe, não por causa dos nossos méritos que são nulos, mas por causa do enorme amor que nos tem. Nos deu a Mãe por excelência!


 Esta Mãe, que teve o Imaculado Coração dilacerado de dor diante da Crucificação de Seu Filho tão amado, merece que nós nos compadeçamos dEla. Pensemos em como sofreu esta Nossa Mãe no mais profundo de sua alma. Uma espada de dor Lhe atravessou a alma.

 E mesmo sendo tão Boa, tão Amável, tão Doce, e tendo sofrido tanto à vista da morte do Filho Amado por causa dos nossos pecados, mesmo assim ainda A ofendem. Os homens não lhA querem por Mãe e A ofendem muito. Seu Corção Imaculado está muito ferido por causa das ofensas dos homens e temos o dever de consolar o Coração de Nossa Mãezinha.

 Acaso sois tão mal filho que nada sentes quando tua mãe chora? Sim, esta mãe da terra que te deu à luz, não a ama? Pois se a ama decerto que impede que ela se aborreça contigo não?! Evitais tudo que a desgosta e fazes de tudo para que se alegre, não é mesmo?! Uma palavra doce, um gesto de carinho alegrará enormemente a sua mãe.

 E pensando deste modo, no amor que temos a nossa mãe natural e em como ela nos ama também, nos faz pensar em Nossa querida Mãe do Céu.


 Queria eu poder consolá-La. Queria saber fazer bem minhas orações para que Ela se alegrasse. Queria que Minha Mãezinha não chorasse...quem é que se alegra de ver sua tão amada Mãe chorando?! Queria muito não ter ofendido tantas vezes a Doce Senhora com os pecados da vida passada...ah como me arrependo de ter feito a Rainha chorar...perdoa-me Maezinha Minha.

   Penso então no sorriso da Virgem, no sorriso que esboça quando fazemos a vontade de Seu Filho, e nas lágrimas que derrama quando O ofendemos.

 Como eu queria evitar as lágrimas de minha Mãe...Como eu queria que todos se compadecessem dEla e não mais ofendessem o Seu Imaculado Coração...

 Doce Senhora Minha, quem sou para dirigir a Vós as minha palavras?! Que valor possuo diante de Vossa enorme santidade?! Nada sou para que a Senhora inteceda por mim e se proponha a ser minha Advogada...

 Me ajuda Virgem Santa para alegrar o Vosso Coração, e a ser digna de Vós. Ajuda-me a caminhar no caminho da salvação, porque de mim mesma não tenho forças. Sem Vós me condenaria certamente.

 Ajuda-me!








quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Não basta ser saia, tem que ser Modesta.


 Que vivemos em épocas tristes e cheias de imodéstias não é preciso ser expert para perceber. As mulheres de nosso tempo são escravas não da moda, mas da imodéstia; porque quando uma saia longa está na moda só se adere a ela se usada com uma blusa de alcinhas. Poucas são as que se vestem decentemente, porque a decência perdeu o sentido nos nossos dias.

 Usar calças e roupas curtas não são mais incomuns aos olhos das mulheres, mesmo para as moças de boa família. Não se apercebe mais das consequências que existem de uma roupa imodesta. As pessoas definitivamente perderam o bom-senso na hora de se vestir. "Cada um faz o seu estilo" pensam hoje as mocinhas de todas as classes sociais; só se esquecem que o estilo pode regrar os adornos, mas não os comprimentos. Pode uma moça gostar mais de uma cor e de pregas, outra de saias longas e com estampas grandes. Uma moça pode gostar de colares, uma outra de penteados. Uma de maquiagem, a outra de bróches. Uma de jóias, a outra de sandálias, etc. Mas não se pode querer inventar um "estilo" que quebre as regras da modéstia. Não é lícito almejar um jeito de vestir-se que não é próprio da nossa natureza. Por exemplo: soará horrivelmente etranho um homem que deseje usar saias, porque é totalmente contrário à sua natureza viril. Assim também soou estranho quando as mulheres começaram a usar calças, mas com o tempo e com a lavagem cerebral que se fez  desde seus poucos anos de vida, passaram a ver as calças como uma peça normal para ambos os sexos.

 Chegamos então ao ápice da imodéstia, de modo que prostitutas não conseguem mostrar-se mais que qualquer mulher andando pelas ruas. Triste, horrivelmente triste, mas verdadeiro. Pensam nisso será as mulheres que saem de mini-saia? Pensam que se parecem com as prostitutas?! Acho que não! Pois se pensassem não andariam ao lado de tanta imodéstia.


 Mas o que toda esta dissertação tem a ver com o título: que "não basta ser saia, tem que ser modesta", é que nem toda saia (embora devesse) é modesta.
Muitas não guardam nenhum recato, como as mini-saias; e outras embora longas podem trazer transparências e tecidos que marcam as peças íntimas.

 Devemos cuidar para que nossas saias sejam sempre e sempre modestas.


  O comprimento ideal (ou seja modesto) é, no mínimo 4 dedos abaixo dos joelhos, de modo que ao sentar ainda se mantenha a decência;
  Os melhores tecidos são aqueles mais encorpados para que não marquem a roupa íntima. As saias com forro são excelentes para guardar toda a decência.


 As saias godê, evasê, com pregas e babados são as melhores opcões para se guardar o recato. As saias retas são boas quando são feitas de tecidos encorpados ou com forro, e desde que não sejam justas.

 Uma boa dica é usar uma anágua  para deixar as saias ainda mais modestas; e se não tiver uma pode usar uma saia mais simples por baixo que ficará com o mesmo efeito. Eu sempre faço isso!

 Que as filhas do mundo e servas do demônio não se importem com o comprimento das saias é uma coisa, mas que nós, filhas de Deus e de Maria Santíssima, nos conformemos com as saias até o joelho ou até para cima dele é realmente triste. Nós devemos nos espelhar em Maria Santíssima, exemplo de recato e modéstia, e sermos por nossa vez exemplos para os que nos rodeiam, para que glorifiquem a Deus e reconheçam que vivemos modestamente por amor a Ele.

 O pudor é a armadura da castidade, que nos torna semelhantes aos anjos e nos leva a Deus. O pudor só pode ser mantido pela modéstia. Quem não se importa em ser casta, também não se importa em ser modesta.

 Lembremo-nos das palavras da Beata Jacinta " Virão umas modas que irão ofender muito a Nosso Senhor". Lendo estas palavras somos obrigados a fazer o segunte raciocínio: Jacinta estava certa, as modas que ofenderiam a Nosso Senhor de fato vieram. E as mulheres (mesmo as católicas) aderiram a elas. As modas ofendem a Nosso Senhor e alegram o demônio. Se nós amamos o demônio e não nos importamos se Nosso Senhor se ofende ou não, continuemos com as nossas calças e saias imodestas, mas se amamos a Nosso Deus, se é a Ele que queremos servir e agradar e não ao demônio, então o que estamos a esperar?! Devemos aderir à modéstia por amor a Deus!

 Se não somos modéstas por amor a Deus, seremos modestas por amor a quem? Não se pode servir a Deus e ao demônio ao mesmo tempo. Não se pode amar a Deus e usar roupas imodestas que alegram ao demônio. Não se pode alegrar a Deus usando roupas que o ofendem. Não se pode apenas querer a salvalçao, sem nada fazer para tê-la. Queres salvar-se sem deixar de servir ao demônio? Porque é isso que fazemos quando usamos roupas imodestas, somos servas do inimigo de Deus.


  Viver sem modéstia é viver sem castidade. Viver sem castidade é viver sem Deus. Viver sem Deus é viver para o demônio. Pensemos nisso na hora de escolher uma saia! Tenhamos consciência de quem servimos a Deus ou ao inimigo!?
 In Cor Jesu et Mariae,

 Lucie.